Por muitos anos, a internacionalização do turismo brasileiro foi tratada como um esforço quase solitário. Participar de feiras, organizar missões comerciais, promover roadshows. Estar presente era, por si só, uma conquista.

Hoje, o cenário mudou.

Em 2025, o Brasil alcançou um marco histórico: 9 milhões de turistas internacionais. Esse número não é apenas uma estatística positiva. Ele é o reflexo de uma construção coletiva envolvendo o setor privado, os destinos e uma estratégia consistente de posicionamento liderada pela Embratur em parceria com todo o trade.

O Brasil voltou ao radar global.

Mas há um ponto que merece reflexão: quando o momento é favorável, as decisões estratégicas passam a ter ainda mais peso.

Presença é importante. Estratégia é decisiva.

Participar de eventos internacionais é fundamental. A promoção externa é parte essencial da construção de mercado. Nenhum destino, hotel, operadora ou governo regional se consolida no exterior sem presença.

O problema não está na participação.

O problema surge quando a presença não está conectada a uma estratégia maior.

Estar fora do Brasil é o primeiro passo.
Transformar essa presença em fluxo contínuo de vendas é o verdadeiro desafio.

O risco da fragmentação

O calendário internacional está cada vez mais amplo. Feiras, workshops, eventos exclusivos, encontros setoriais, ações institucionais.

Todos têm seu papel.

Mas quando essas ações não conversam entre si, quando não há continuidade, quando não existe planejamento de médio prazo, o investimento se dilui.

Distribuir cartões não constrói mercado.
Fotos no estande não geram recorrência.
Contato isolado raramente se transforma em contrato.

Internacionalização exige presença — mas exige também sequência e construção.

Como o mercado externo realmente funciona

Operadores internacionais trabalham com confiança.
E confiança não nasce de um encontro.

Ela nasce de:

  • Frequência

  • Relacionamento

  • Repetição estratégica

  • Coerência de posicionamento

O operador compra de quem ele reconhece.
De quem já viu antes.
De quem demonstra continuidade.

Internacionalização não é um evento.
É um processo.

O Brasil amadureceu. E o trade também precisa amadurecer.

Os números de 2025 mostram que o Brasil está mais competitivo, mais estruturado e mais desejado internacionalmente. Há demanda real, diversidade de produtos e maior maturidade institucional.

Mas maturidade de mercado exige maturidade de estratégia.

Não se trata de fazer mais ações.
Trata-se de fazer ações melhores, mais integradas e com visão de longo prazo.

Participar de eventos internacionais exige investimento relevante: tempo, equipe, deslocamento, energia. Por isso, cada escolha precisa estar inserida dentro de um plano estruturado, com foco em continuidade e geração de relacionamento qualificado.

O cenário é positivo.
A oportunidade é concreta.
Mas o resultado depende da estratégia.

2026 exige posicionamento inteligente

O Brasil está no radar global.
A demanda existe.
O fluxo já começou.

Agora é o momento de canalizar esse interesse para os destinos, empresas e produtos que decidirem se posicionar de forma estruturada no mercado internacional.

Se você quer entender como construir presença com estratégia e continuidade ao longo do ano, convido você a conhecer o calendário e os formatos do Meeting Brasil 2026.

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Seguimos trabalhando para transformar interesse em relacionamento, e relacionamento em resultado.

Jair Pasquini


Diretor | Meeting Brasil – Expan+

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